Não podemos deixar cair ”A Comarca de Arganil”. Neste espaço, os leitores do pré-extinto jornal têm a palavra. Vamos dizer o que queremos para o novo rosto d’A Comarca, Vamo-nos unir com um único propósito: reeditar o jornal. Assuma a palavra
10 de Dezembro de 2010

Notícia publicada no jornal “Diário de Coimbra”, quarta-feira, dia 8 de Dezembro de 2010, por Isabel Duarte.

 

«Edição especial do centenário jornal vai ser lançada até ao final do ano, anunciando um novo ciclo de vida para “A Comarca”.

 

A última edição do Jornal “A Comarca de Arganil” foi publicada em 10 de Junho de 2009, seis meses depois de ter sido pedida a insolvência da empresa proprietária do título. Entretanto, um grupo de cidadãos determinados em "não deixar morrer" aquele jornal centenário, cuja primeira edição remonta a 1 de Janeiro de 1901, pôs mãos à obra e decidiu criar uma Fundação para retomar a publicação do Jornal. E nasce, assim, a Fundação “Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil”, cuja escritura foi assinada na passada segunda-feira e pretende pôr nas bancas, até ao final do ano uma edição especial, prevendo-se a sua publicação regular a partir de Fevereiro do próximo ano.

 

Como outorgantes da Fundação estão 10 elementos, “Os 10 magníficos”, nas palavras de Dias Coimbra, que encabeça o grupo, que inclui Fernando Manuel Dias, Dinis Cosme, António Carvalhais, Jorge Pereira, Mário Vale, António Lopes Machado, Pedro Pereira Alves, Carlos Andrade e Nuno Gomes. Sedeada na Academia Condessa das Canas, a Fundação tem fins "informativos, culturais, educativos, sociais, artísticos, científicos e filantrópicos, a desenvolver em toda a Beira Serra e, em particular, nos concelhos de Arganil, Góis, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital e Tábua".

Dotada com o património inicial de dois mil euros em numerário, esta dotação será reforçada com os bens adquiridos, em Maio, no âmbito do processo de insolvência da empresa A Comarca de Arganil, que correu no Tribunal de Arganil, avaliados em 275 mil euros e adquiridos com dinheiro proveniente de donativos feitos pela comunidade, com vista à sua posterior transferência para a Fundação, tendo a Misericórdia de Arganil assumido o papel de "fiel depositária dos mesmos". Os bens em causa incluem o título “A Comarca de Arganil”, o arquivo fotográfico, a colecção impressa do jornal, maquinaria diversa, incluindo o designado “prelo”, mobiliário de montagem do texto e respectivos tipos, letras em chumbo, carimbos, separadores, diversas obras editadas, entre outros.

 

Além de "manter e perpetuar, adaptado à actualidade, o Jornal “A Comarca de Arganil”, como veículo de informação, de promoção e defesa dos interesses de toda a região da Beira Serra e como elo de ligação entre as populações aí residentes e aquelas que, noutras paragens, continuam afeiçoadas à Beira Serra", a Fundação pretende, também, "organizar e manter o espólio histórico de “A Comarca”, através da criação de um Museu da Imprensa Regional e das Comunidades Portuguesas, projecto que será pioneiro em Portugal".

 

Promover acções tendentes ao desenvolvimento sustentado e integrado da região da Beira Serra, realizar e promover acções de formação e debate, instituir prémios e conceder bolsas de estudo, desenvolver iniciativas de solidariedade e acção social, através do estabelecimento de acordos de cooperação com o Estado, promover e patrocinar actividades artísticas e editoriais, são, ainda, alguns dos muitos fins a que esta Fundação se destina.

 

Fazer reviver a Beira Serra

"É com muita emoção que vos dirijo a palavra", começou por afirmar Dias Coimbra, na cerimónia de assinatura da escritura, realizada no salão nobre da Misericórdia de Arganil, enfatizando que o movimento que se constituiu para "não deixar ir abaixo a Comarca, não é contra nada, pois sempre co-existiram dois jornais em Arganil" e "só nos juntámos para evitar que desaparecesse" e lembrou a sua importância, referindo que "para quem estava no estrangeiro era a carta da família".

 

Para Pedro Pereira Alves é "um momento histórico para Arganil, para a Beira Serra e para toda a região" e "também um momento importante para afirmarmos a nossa característica regionalista e os nossos valores". "Ao fazermos reviver a Comarca, estamos em condições de fazer reviver a Beira Serra e é também uma forma de afirmarmos a coesão regional". Jorge Pereira recordou que "a Comarca não morreu, mas caiu e de uma forma inglória" e "não merecia o que lhe aconteceu". Todavia, adiantou um dos antigos administradores "não era possível continuar, daí ter pedido ajuda, ela veio e dentro de dias a Comarca aí estará e é uma grande alegria para mim", sublinhou emocionado.

 

Os corpos sociais da Fundação deverão estar constituídos dentro de 30 dias, e, para além dos 10 fundadores, irão incluir outras pessoas de concelhos vizinhos, nomeadamente, Góis, Tábua, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Lousa, Penacova, Vila Nova de Poiares e Oliveira do Hospital.»

publicado por anevespedro às 09:02
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